segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Dois Mundos, Duas músicas


Desde pequeno sou músico, possuo um teclado e uma paixão fora de sério por órgãos e pianos. Mas recentemente, por curiosidade, experimentei um instrumento novo, o violão.

Não quero me gabar por me dar bem com ambos os instrumentos musicais, ou por tocar bem, até porque sou iniciante ainda nas cordas. Na verdade meu objetivo com essa postagem é falar das sensações do músico ao tocar cada instrumento.

Os tecladistas tem a fama de serem quietinhos, de serem mais na deles, e é uma fama justa. Dois de meus professores de teclados são também pianistas, e eu sempre me impressionava com a calma e delicadeza deles ao tocar um instrumento tão complexo e tão rude. Até o dia que eu consegui experimentar essa calma sem igual, dedilhando em casa sozinho, notas soltas, melodias improvisadas o som de um belo piano sampleado dentro de um teclado simples.

Quando experimentei o violão, a primeira sensação de que tive foi a de sentir o som sair de dentro de mim, um mistério. Qualquer acorde bem feito e uns balbuciados com a voz saíam legais, e saiam de dentro de mim. A sensação? Poder, agitação! O oposto do que sinto nas teclas.



Percebi com isso que existem dois tipo de pessoas: os pianistas e os guitarristas.

Os pianistas gostam de controlar a situação, e fazem muito bem, com extrema cautela e calma, planejando cada nuance. Gostam de proporcionar o prazer da música aos outros.

Os guitarristas são mais práticos, gostam de fazer tudo agora e em qualquer lugar, com seu instrumento portátil e simples, fazem sons misteriosos e completos.

Os guitarristas querem a atenção para eles, para seu poder, mostrar ao mundo do que ele é capaz. Mas os pianistas podem dar tal atenção a qualquer pessoa, com um instrumento complexo e melodias simples.

As vezes me pergunto se seria possível um pianista ser íntimo de um guitarrista e vice-versa, mas só seria possível no dia que um aprender a arte do outro. 



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